Arquivos de Março 2007

The Island of Dr. Moreau

29 Março 2007 | Referências | No Responses

Cientistas criam uma ovelha que é “15%” humana.
Uma ovelha-quimera num prenúncio do que pode vir por aí.

O Globo Online - 26/03/2007

 

 

A arte como algo que vem de dentro

26 Março 2007 | Cronópios | No Responses

Artigo publicado em http://www.cronopios.com.br/, dia 10/03/2007.  

 

Realmente a arte pode ser algo bem visceral. Um dos livros mais provocativos a respeito da arte contemporânea é “Cultura ou Lixo?” (1996) do crítico americano James Gardner, em que o autor enumera (de modo nada imparcial) o momento atual como a ascensão de uma produção que premia o bizarro e a banalidade. Arte de loucos, assassinos, com sangue, esperma ou cadáveres, tudo faz parte daquilo que o autor chama como “um negócio multibilionário”. Não acredito realmente que a arte contemporânea seja um negócio bilionário e nem que Gardner realmente entenda em profundidade do que está falando, preconceituosamente falando. De qualquer forma, a provocação é bem vinda.

Bom, Gardner com certeza não seria fã de um artista conceitual belga chamado Wim Delvoye. Delvoye é conhecido internacionalmente por apresentar máquinas que reproduzem uma natural ação dos seres vivos: defecar. Mas não se trata somente de purgar os dejetos como qualquer mortal: essa máquina tem a seu dispor chefs que produzem pratos especialmente para ela, como um convidado ilustre que permanece hospedado em um museu. Como se isso não fosse o bastante: os seus “resultados” significativos são vendidos através da web. Sim, um representativo objeto de arte que pode ser adquirido por você com a mesma facilidade de compra de um livro na Amazon!

As fezes oriundas dos sistemas Cloaca oferecidas para venda através da web são mecanicamente embaladas a vácuo, o que confere – felizmente – caráter inodoro e higiênico aos estrumes artísticos. Aliás, as máquinas de Delvoye são sistemas eletrônicos, mecânicos e químicos que digerem qualquer tipo de alimento: carne, vegetais, massas – todos deliciosamente preparados – são batidos numa espécie de liquidificador (o que seria o equivalente da nossa mastigação) para em seguida, receberem ácidos e enzimas similares às existentes no sistema digestivo humano. Desta forma, o resultado é muitíssimo similar ao “original”. A primeira versão de Cloaca é de 2000 e foi exposta no Museu de Arte Contemporânea de Antwerp, Bélgica. A última versão presente é de 2004 – quando foi classificada de “Nova e melhorada”.

Algumas vezes criticado pelo desperdício de comida com o seu trabalho – muitas vezes indagado pela sua insensibilidade sobre a fome mundial, ao dar de comer a uma máquina que possui somente a função de expurgar excrementos – vê-se uma interessante crítica ao consumismo, sendo que ao descontextualizar as funções de comer e defecar, o artista torna o que naturalmente seria expurgado em fetiche.  Evidentemente, o belga é também mal visto pela banalidade de sua obra – somente chocar seria a questão? – sendo muitas vezes aproximado do artista italiano Piero Manzoni, conhecido por defecar em 90 latinhas e etiquetar cada uma delas como “Artist´s Shit”, em 1961.

Na web, atualmente, a venda do produto oriundo de Cloaca está esgotada. Você poderia utilizar o seu cartão de crédito para comprá-lo, mas infelizmente isso não é possível. Mas vale a visita, especialmente pela documentação presente no site: http://www.cloaca.be/ .

 Fábio Oliveira Nunes

 

 

Artéria 8 segundo Peirce

23 Março 2007 | Referências | No Responses

No repositório de artigos do INTERCOM 2004 (Simpósio de Comunicação) existe um texto que analisa, por meio da semiótica de Charles S. Peirce, a interface e design de Artéria 8. A autoria do texto é de Heloisa Caroline de Souza Pereira e do Prof. Dr. Hermes Renato Hildebrand, ambos do Instituto de Artes da Unicamp. Pereira realizou uma pesquisa de mestrado em que analisa diversas publicações digitais e entre elas, o oitavo e mutante número de Artéria.

Análise semiótica de revistas eletrônicas on-line

 

 

Arte e tecnologia na ARS

18 Março 2007 | Referências | No Responses

Mês passado, a revista ARS, do Departamento de Artes Plásticas da ECA-USP, pré-lançou seus números 7 e 8 na rede Internet no endereço: http://www.cap.eca.usp.br/ars.htm .

Nos dois números, há artigos de diversos autores, como Vilém Flusser, Ronaldo Entler e Annateresa Fabris e diversos professores do departamento ecano. Aos que se interessam pelos meandros da arte e da poesia em novos meios, há um interessante artigo de Silvia Laurentiz, sobre as relações da poesia digital com a cibernética (denominação esta que abrange atualmente o estudo sobre sistemas inteligentes, sistemas emergentes, arte generativa, vida artificial e outras condições em que há uma relação sistêmica onde existem graus de imprevisibilidade, autonomia e/ou mutabilidade).  Entre os trabalhos analisados está o brasileiro Community of Words em co-autoria de Laurentiz com a artista Martha Gabriel. Clique aqui para ler o texto em PDF.

Se você ainda não conhece a revista ARS, vale a pena também uma visita aos números anteriores. Logo no número 1, apresentam-se dois textos indispensáveis, um de Walter Zanini, sobre a arte telemática e outro, de Julio Plaza, sobre as relações de Arte/Ciência. O segundo número traz o texto que eu acredito ser o melhor já produzido por Plaza: Arte e interatividade: Autor-obra-recepção, fundamental para entender verdadeiramente os processos em que a tão citada-aclamada-lugar-comum interatividade se encontra. No mesmo número, dando continuidade ao estudo da recepção, há um texto de Monica Tavares. No número 3, há uma versão inédita em português do texto Arte Trangênica de Eduardo Kac, além de um texto esclarecedor sobre ambientes multiusuário de Gilbertto Prado e Silvia Laurentiz. No quinto número, há um texto referenciando à exposição Cinético_Digital realizada no Itaú Cultural em 2005, sob a curadoria de Monica Tavares e Suzete Venturelli. Além disso, o mesmo número possui um texto de Christine Mello sobre a poéticas em novos meios no Brasil. Por fim, o sétimo número traz um artigo de Priscila Arantes sobre artemídia no Brasil e uma entrevista de Juliana Monachesi com Gilbertto Prado que fala sobre o trabalho interativo Acaso 30.

Fábio Oliveira Nunes

 

 

Desconfios

10 Março 2007 | Eu! | No Responses

Quadros retirados do vídeo Desconfios, ainda em produção, de Fábio Oliveira Nunes, Marilene Batistussi e Vivian Puxian.

Uma das idéias envolvidas neste trabalho é pensar nos processos comunicacionais latentes e inacessíveis em meros postes. Comuns companheiros na paisagem urbana, eles carregam consigo situações inaudíveis, invisíveis, que fluem eletronicamente e sem interrupção em qualquer esquina.

 

Baudrillard morreu

8 Março 2007 | Referências | No Responses

E a morte não é um simulacro.

 

O filósofo e sociólogo francês Jean Baudrillard morreu nesta terça-feira em sua casa, em Paris, aos 77 anos.
BBC Brasil - 07/03/2007

 

 

Homenagem a Oswald de Andrade

3 Março 2007 | Mixórdia | No Responses


Fabio FON, 2006.