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Revista de arte, mídia e política lança novo número

29 Maio 2010 | Referências, arte mídia, textos | No Responses

A Revista Aurora da PUC-SP lança seu novo número (maio de 2010), com diversos textos que discutem política, arte e a relação de ambas com a tecnologia e mídias, além de ensaios visuais. Disponível através do endereço: http://www.pucsp.br/revistaaurora/ed8_v_maio_2010/.

Entre os artigos selecionados para esta edição está o artigo “Da ruptura ao esclarecimento:a crítica da tecnologia em trabalhos de artemídia”, de minha autoria. Confira lá.

 

 

 

 

10 Dimensões: Diálogos em Rede, Corpo, Arte e Tecnologia

10 Abril 2010 | arte mídia, eventos, artes visuais | No Responses

A arte possui um papel fundamental no entendimento do pensamento e da cultura em todas as épocas. Em muitos momentos da história, o artista dificilmente consegue deixar de imprimir em suas obras, a sua época e as idéias de seu tempo. Assim, quando temos em nossa volta uma série de novas tecnologias – vídeo, telefones celulares, computadores, a rede Internet, a biotecnologia – é natural que os criadores se apropriem de tudo isso com finalidades artísticas. Isso é o que chamamos de arte e tecnologia e há uma infinidade de artistas, performers e poetas que já trabalham com esses meios tecnológicos, inclusive no Brasil.

É com o olhar nesta produção contemporânea que surge o ciclo de eventos 10 Dimensões: Diálogos em Rede, Corpo, Arte e Tecnologia, organizado pela UFRN, UFPB, IFRN e FAPERN, com o apoio da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e Ministério da Cultura. O ciclo pretende fomentar a discussão e divulgação sobre trabalhos artísticos em novos meios, com eventos mensais alternados entre as cidades de Natal e João Pessoa. Cada mês corresponde a uma dimensão a ser analisada por especialistas na área: Dimensão da Palavra, Dimensão dos Sentidos, Dimensão do Corpo, Dimensão Cibernética, entre outras. O ciclo deve acontecer no decorrer de dois anos e há o plano de realização de duas exposições na cidade de Natal.

O primeiro evento acontecerá nos dias 14 e 15 de abril, no Campus Avançado da Cidade Alta do IFRN (antigo Liceu de Artes), às 18h30, com a abertura oficial e conferência de abertura (dia 14) e a mesa com o tema Dimensão da Cultura (dia 15) que contará com a participação dos professores doutores Milton Sogabe (UNESP), Nina Velasco (UFPE) e Didier Guigue (UFPB) e mediação do Prof. Dr. Everardo Ramos (UFRN). Em maio, o evento acontece no Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB, sob o tema Dimensão Estética, nos dias 27 e 28. Para maiores informações, acesse o site do ciclo: http://www.10dimensoes.net/ .

Estamos programando a transmissão dos eventos a serem realizados via web. Não deixe de acompanhar através do site
Ciclo 10 Dimensões (UFRN-UFPB-IFRN-FAPERN)
Quarta-feira, dia 14 de abril de 2010 às 18h30 (abertura)
Quinta-feira, dia 15 de abril de 2010 às 19h (mesa “Dimensão da Cultura”)
Local: Campus Avançado da Cidade Alta do IFRN (Antigo Liceu de Artes).
Av. Rio Branco, 743 - Cidade Alta, Natal-RN.

Mais informações
http://www.10dimensoes.net/
10dimensoes@gmail.com
 

 

Soft Borders - Congresso e festival de arte e mídia

28 Janeiro 2010 | arte mídia, eventos | 1 Response

O congresso e festival de artes de novas mídias SoftBorders está com Chamada para Partipação aberta entre 1/jan e 30/abril/2010. Soft Borders é o 4º Congresso da Rede Upgrade! International cujo foco é a discussão sobre a área de artes de novas mídias. O evento acontece em São Paulo, de 18 a 21/out/2010.

O congresso reunirá artistas, curadores e pesquisadores de 30 países para apresentar e discutir as artes de novas mídias, no contexto internacional e local de cada país, especialmente no Brasil, que é a sede da presente edição. A chamada para participação no congresso é aberta internacionalmente, e os formatos aceitos são: papers, posters e workshops.

Dentro do tema geral Soft Borders (bordas flexíveis, fluidas, suaves), o congresso deve abranger vários sub-temas trans-disciplinares.

Mais informações: http://softborders.art.br/port/

 

 

 

 

CAPTAS no Mobilefest

10 Novembro 2009 | Eu!, arte mídia, eventos, arte crítica | No Responses

A primeira versão de CAPTAS será apresentada no MOBILEFEST-Festival de Arte e Criatividade Móvel, que acontece entre os dias 11 e 15 de novembro no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo. A apresentação do trabalho conta com vídeo de intervenções realizadas na cidade de Natal(RN), com a participação de Gabriella Rebouças, Igor Lucena e Leandro Garcia.

CAPTAS é um trabalho de Fabio FON e Soraya Braz. Trata-se de uma intervenção urbana em que chamativas capas alaranjadas começam a tagarelar ruidosamente quando percebem o uso de telefones celulares, andando pela cidade. Essa ação faz uso de performers e capas plásticas constituídas de um sistema capaz de disparar conversas pertubadoras de telefone celular pré-gravadas quando percebem emissões de radiação eletromagnéticas por perto – ou seja, quando cada Capta percebe o uso de algum telefone celular por perto, são emitidos sons de conversas intrusivas de outros falantes em locais públicos. O objetivo do projeto é discutir implicações sociais da telefonia móvel no espaço urbano.

Para saber mais sobre o MOBILEFEST 2009: http://www.mobilefest.org. Neste ano, o evento conta com um recorde em número de pesquisadores, teóricos, especialistas e artistas participantes, todos discutindo questões em torno de possibilidades, práticas e perspectivas no uso de dispositivos móveis.

 

 

 

 

O rebanho tecnológico

29 Julho 2009 | arte mídia, arte crítica | No Responses

mimoSa e o rebanho tecnológico
Futuro criativo para a velha nova tecnológico.Um ótimo texto da pesquisadora Ana da Cunha publicado na revista Continuum do Itaú Cultural. Ana aborda o universo de manifestações artísticas que discutem questões sociais em processos de rede. Leia em: http://www.itaucultural.org.br/revista/box_artigoana.htm


ViMus: interação artista-platéia

23 Junho 2009 | arte mídia, interfaces | No Responses

Na PC MAGAZINE foi publicada matéria sobre o software ViMus de Jarbas Jácome. Trata-se de uma interface open source para utilização de artistas em instalações interativas, entre outras possíveis aplicações. No vídeo acima, é possível compreender uma das leituras possíveis que o computador realiza ao se deparar com imagens captadas pela webcam. Para ler a matéria: http://pcmag.uol.com.br/conteudo.php?id=1870 .

Jácome é artista multimídia, tendo realizado a instalação Crepúsculo dos Ídolos, no FILE São Paulo 2008 e FILE RIO 2009: http://crepusculodosidolosbr.wordpress.com/ 

Para saber mais sobre o ViMus: http://opensource.cesar.org.br/projects/vimus .

 

 

Furacão Fred Forest

24 Abril 2009 | arte mídia, eventos | No Responses

 

 

Que sujeito seria audacioso o suficiente para propor em tempos de ditadura militar, uma caminhada pelo centro de São Paulo – do Largo do Arouche à Praça da Sé – com dezenas de pessoas carregando inúmeras placas em branco nas ruas? E como se não fosse o suficiente, criar na mesma época, na XXII Bienal de São Paulo, uma instalação com telefones que possibilitavam disparar mensagens políticas aos quatros cantos do pavilhão da exposição? Ou ainda, ir para a Bulgária, em tempos de regime comunista, se candidatar para a presidência da televisão pública local, fazer campanha anunciando uma televisão mais “democrática” e ser convidado a sair por não ter mais sua “segurança pessoal garantida”?

Poucos na breve história da arte e tecnologia foram tão ácidos e críticos quanto o artista francês Fred Forest. Forest é, como se autodenomina, uma espécie de “papa” no que diz respeito sobre a abordagem social das novas tecnologias na arte. Sua produção é permanentemente ativa desde os anos 70 até os dias atuais, em questionamentos igualmente polêmicos. Em outubro de 1973, fez “O Branco invade a cidade”, em uma caminhada de placas em branco pelo centro paulistano. O ato foi interpretado como político, o que resultou na prisão do artista por algumas horas. Como artista e estrangeiro, a prisão repercutiu negativamente nos meios de comunicação internacionais da época. Seu trabalho do branco é acompanhado por outras ações no liminar da discussão do meio e de seu contexto social, como sua inserção de um minuto de branco durante a exibição de um popular telejornal francês, no horário nobre da televisão. Ou ainda, quando publica em jornais de grande circulação (incluindo alguns jornais brasileiros) significativos espaços em branco para serem preenchidos pelos leitores e enviados posteriormente ao artista.

Ainda em 1973, Forest participa da Bienal de São Paulo com 10 cabines telefônicas que possibilitam ao público a veiculação de mensagens através do sistema de som da exposição. Assim como as outras ações da mesma época, a ditadura militar se sente incomodada e tenta censurar o trabalho. Do mesmo modo que o “branco” dos cartazes e dos jornais, Forest literalmente dá a voz ao cidadão comum, proporcionando espaços de livre manifestação.

Um ano antes, juntamente com Hervé Fischer e Jean-Paul Thenot, Forest funda o Grupo Arte Sociológica que abordará convenções sociais com forte presença de conceitualismos. Dez anos depois, une-se ao teórico Mario Costa para definir a “Estética da Comunicação”, enquanto uma “meditação filosófica” sobre a nova condição do homem diante das novas tecnologias de comunicação. É a partir daí que seu trabalho estará fundamentalmente direcionado ao espaço social da comunicação contemporânea, atuando fortemente nos novos meios. Ele consegue ir além dos meios comunicacionais como interface e/ou suporte, abrindo a discussão sobre o espaço da comunicação em sentido pleno e contextualizado, criando incômodos e estranhamentos muitíssimos conceituais. Em questão, um fluxo não é só dos meios, mas da própria sociedade encapsulada nestes fluxos.

Embora o artista assumidamente divida sua produção em Arte Sociológica e a Estética da Comunicação, o que se vê é a união de premissas dos movimentos. Há, na verdade, uma ampliação na noção de contexto para abarcar, além da questão social, econômica, política, também o viés tecnológico. Os meios tecnológicos de comunicação também se fazem presentes enquanto contexto. Um dos exemplos desta postura é a ação promovida pelo artista em 1988, quando resolve mobilizar a cidade francesa de Toulon em torno de uma personalidade fictícia chamada Julia Margaret Cameron. O trabalho “Em busca de Julia Margaret Cameron” é uma tentativa de apresentar os limites tênues da mídia em torno daquilo que é ficção e realidade, e seu poder de influência nos indivíduos. O artista, baseado nos anúncios de pessoas procuradas, cria uma situação que se desenvolve através de cartazes, panfletos entregues em locais públicos, grafite e anúncios no rádio e na televisão, produzindo um sentimento de suspense em torno de uma personalidade que simplesmente desapareceu. O público, por sua vez, é convidado a participar enviando cartas ou mensagens telefônicas, relatando tal mistério – o conteúdo é apresentado em um museu da cidade. Ao final da ação, uma atriz contratada para fazer o papel da procurada personalidade, apresenta-se em carro aberto, como se fosse um triunfante retorno.

Mas uma das passagens mais audaciosas de seu percurso é, sem dúvida, sua candidatura para o cargo de presidente-diretor geral da televisão pública da Bulgária, em outubro de 1991. Neste período, o país está sob um governo stalinista, ainda com ressonâncias do antigo regime socialista e sob o apoio da antiga União Soviética (URSS). Utilizando sempre indefectíveis óculos coloridos, Forest se lança em uma campanha nacional defendendo uma programação televisiva mais “nervosa” e “utópica”, uma “reforma” para uma televisão mais livre e interativa, como ele apresenta. A campanha é apoiada pela oposição do governo que vê uma chance de desestabilizar os políticos da situação e alcançar uma democratização mais plena. A ação se torna tão séria ao ponto até mesmo de seu concorrente Ognan Saparev, ser obrigado a aceitar um debate ao vivo pela televisão. Todos acabam tomando a farsa de Forest como verdadeira. Por conta disso, quando faz uma carreata na cidade de Sofia, causando um enorme turbilhão e manifestações populares a favor do candidato-artista, a ação acaba com Forest sendo obrigado a deixar o país, nos termos impositivos de que sua presença já não é mais bem-vinda por lá.

Saltando alguns anos, Forest voltou ao Brasil em 2006 para divulgar sua Bienal do ano 3000 – ou simplesmente Biennale 3000 – quando convocou a curadora da 27ª Bienal de São Paulo, Lisette Lagnado, para abrir os portões que separavam seu trabalho (em que qualquer indivíduo poderia inserir um trabalho de arte através da rede Internet) no MAC-USP, da megaexposição que acontecia simultaneamente no mesmo pavilhão. Explica-se: Forest apresentou sua Bienal do ano 3000 no Museu de Arte Contemporânea da USP, situado justamente no mesmo prédio da Fundação Bienal. Alguns metros e um portão separavam o gigantesco evento “restrito” de sua bienal democrática, sem curadoria, livre a todos que se propuserem participar pela grande rede. Vamos viver juntos!

Em 2009, estamos no proclamado Ano da França no Brasil. E Forest desembarca no país no final do mês de Abril. Agora, com o auxílio da corrosiva artista Vivian Puxian, atual diretora de projetos do artista no Brasil, promete fazer ruído por aqui: há uma nova versão do site da Biennale 3000, convidando novamente a todos para possíveis contribuições nesta “bienal do futuro”, além de uma performance a ser realizada no ambiente virtual do Second Life. Forest já inspira apostas em suas costumeiras afirmações polêmicas em sua entrevista coletiva, marcada para o dia 27 de abril, no Itaú Cultural, em São Paulo. Além da capital paulista, deverá percorrer Brasília e Porto Alegre. Em São Paulo, terá uma exposição no novo Campus da UNESP, na Barra Funda, a partir do dia 29.  Para participar desta exposição através da Bienal do ano 3000, acesse: http://www.biennale3000saopaulo.org/ .
Para saber mais sobre a passagem de Fred Forest no Brasil, acesse:
http://www.webnetmuseum.org/php/pt/php-news_pt/show_newspt.php .

Fábio Oliveira Nunes

 

 

F.A.q. 2 e Arte.Mov em SP

20 Novembro 2008 | arte mídia, eventos | No Responses

Na próxima semana, o universo da arte e novas mídias conta com dois eventos em São Paulo. Um dos eventos é o [F.A.q. 2] Sincretismo dos Sentidos – segunda versão do evento acontecido inicialmente em 2006 – que traz pesquisadores e artistas do Planetary Collegium, capitaneados por Roy Ascott. Além de Ascott, há diversos nomes conhecidos como Antonio Risério, Natasha Vita More, Lúcia Koch, entre outros. [F.A.q. 2] ocorre no SESC Ipiranga, entre os dias 25, 26 e 27 de novembro e além das palestras, conta também com uma exposição no local. O preço para o público em geral é de R$ 20,00 e o ingresso pode ser adquirido antecipadamente. Outro fato é o Simpósio Vivo Arte.Mov, que acontece no Mube nos dias 27 e 28, com discussões sobre estratégias de difusão em rede, tecnologias sociais e mobilidade urbana. As inscrições vão até 24 de novembro no site do Instituto Sergio Motta.
[F.A.q. 2]Sincretismo dos Sentidos
Dias 25, 26 e 27 de Novembro
SESC Ipiranga - São Paulo
http://www.sescsp.org.br/faq

Simpósio Vivo Arte.Mov
Dias 27 e 28 de Novembro
Mube - Museu Brasileiro da Escultura - São Paulo
http://www.premiosergiomotta.org.br/inscricao_artmov.php

 

 

 

III Mobilefest: mobilize-se

12 Novembro 2008 | arte mídia, eventos | No Responses

Nos dias 15, 16 e 17 de novembro acontece o III Mobilefest - Festival Internacional de Arte e Criatividade Móvel, no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Estão previstas palestras e exposições sobre o uso e produção para telefones celulares, dispositivos móveis e outras formas de mobilidade com participação de profissionais, pesquisadores e artistas brasileiros e estrangeiros. O hotsite do evento está disponível em: http://mobilefest.digipronto.com.br .

O site oficial do Mobilefest é: http://www.mobilefest.com.br .
Site do MIS-SP: http://www.mis.sp.gov.br .

 

 

Upgrade! São Paulo com Rachel Zuanon

12 Setembro 2008 | arte mídia, eventos | No Responses

A artista e pesquisadora Rachel Zuanon apresentará no dia 20/09/2008, SÁBADO, a palestra  “Afetos digitais: processos de comunicação entre sistemas biológicos e tecnológicos” no Upgrade! São Paulo (nó local dentro da rede global Upgrade! International). Zuanon é Doutora e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Bacharel em Artes Plásticas (UNESP-SP). Atualmente desenvolve o segundo protótipo de seu objeto de pesquisa: “Computador Vestível Afetivo Co-evolutivo - Objeto Relacional Biocibernético”, patrocinado pelo prêmio Rumos Arte Cibernética 2007, concedido pelo Itaú Cultural. 

Entrada: 1Kg de alimento não perecível (arrecadação em favor da Creche Padre Mariano)

local - i-People: r Vergueiro, 727, 1o andar / tel. (11) 3341-4186 - São Paulo - SP
(ao lado da estação Vergueiro do Metrô)

Dia 20 de setembro de 2008, às 10hs (welcome coffee + apresentação).

Inscrições - enviar mensagem de e-mail para secretaria@ipeople.com.br, informando nome e telefone.
Vagas Limitadas.

Mais informações em: http://www.upgradesaopaulo.com.br/ .