Captas em Natal-RN

8 Março 2010 | Mixórdia | Sem Comentários! Participe!

Soft Borders - Congresso e festival de arte e mídia

28 Janeiro 2010 | arte mídia, eventos | 1 Comentário

O congresso e festival de artes de novas mídias SoftBorders está com Chamada para Partipação aberta entre 1/jan e 30/abril/2010. Soft Borders é o 4º Congresso da Rede Upgrade! International cujo foco é a discussão sobre a área de artes de novas mídias. O evento acontece em São Paulo, de 18 a 21/out/2010.

O congresso reunirá artistas, curadores e pesquisadores de 30 países para apresentar e discutir as artes de novas mídias, no contexto internacional e local de cada país, especialmente no Brasil, que é a sede da presente edição. A chamada para participação no congresso é aberta internacionalmente, e os formatos aceitos são: papers, posters e workshops.

Dentro do tema geral Soft Borders (bordas flexíveis, fluidas, suaves), o congresso deve abranger vários sub-temas trans-disciplinares.

Mais informações: http://softborders.art.br/port/

 

 

 

 

“Novas interfaces” homem-máquina

26 Janeiro 2010 | Mixórdia, interfaces | Sem Comentários! Participe!

Humanos poderão fazer sexo com robôs ainda neste século, diz autor

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u372418.shtml 

UOL Informática - 26/01/2010.

 

 

Grandes Ovos Negros

18 Dezembro 2009 | Referências, Web, textos | Sem Comentários! Participe!

Para mim, pessoalmente, o ano de 2009 foi uma seqüência de muitas surpresas. Uma delas, que merece crédito é ter tido acesso a Grandes Ovos Negros, publicação subversiva e de caráter anônimo, escrita por algum “tipo esquisito da faculdade de artes” (como assim se apresenta) e disponibilizada na rede Internet.

Ainda que demande algum tempo de espera de seu download – devido ao arquivo em alta resolução – vale muito a pena observar os textos que relacionam a prática de plágio, a cultura de massa e o mercado, nas entrelinhas discussões contemporâneas de autoria, diluição cultural, informação e mercadoria em tempos de Internet. Aliás, a própria publicação se apresenta como forma-conteúdo destas discussões, se apropriando de textos alheios.

Curiosamente, o texto “O advento da salsicha” é um dos ensaios mais originais que li este ano, com uma interessante analogia entre comida e cultura.

 http://dedos.info/gon/GON.pdf

Fábio Oliveira Nunes

 

 

 

INSIDE: arte e ciência

13 Dezembro 2009 | arte ciência | Sem Comentários! Participe!

Até o dia 24 de novembro deste ano foi apresentada a exposição INSIDE: arte e ciência, em Lisboa, que contou com a participação de nomes conhecidos da área como Stelarc, Orlan, Natasha Vita-More, Eduardo Kac, entre outros, com a curadoria do artista português Leonel Moura. A exposição acabou, mas o site segue online como um interessante espaço observar discussões presentes.

http://www.inside.com.pt/

 

 

 

Captas no Mobilefest 2009

19 Novembro 2009 | Eu!, eventos, entrevista | Sem Comentários! Participe!

Vídeo do site Folha Online sobre o Mobilefest 2009, acontecido entre os dias 11 e 15 de novembro de 2009, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. O evento contou com a participação do trabalho CAPTAS de Fabio FON e Soraya Braz.

 

 

 

CAPTAS no Mobilefest

10 Novembro 2009 | Eu!, arte mídia, eventos, arte crítica | Sem Comentários! Participe!

A primeira versão de CAPTAS será apresentada no MOBILEFEST-Festival de Arte e Criatividade Móvel, que acontece entre os dias 11 e 15 de novembro no Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo. A apresentação do trabalho conta com vídeo de intervenções realizadas na cidade de Natal(RN), com a participação de Gabriella Rebouças, Igor Lucena e Leandro Garcia.

CAPTAS é um trabalho de Fabio FON e Soraya Braz. Trata-se de uma intervenção urbana em que chamativas capas alaranjadas começam a tagarelar ruidosamente quando percebem o uso de telefones celulares, andando pela cidade. Essa ação faz uso de performers e capas plásticas constituídas de um sistema capaz de disparar conversas pertubadoras de telefone celular pré-gravadas quando percebem emissões de radiação eletromagnéticas por perto – ou seja, quando cada Capta percebe o uso de algum telefone celular por perto, são emitidos sons de conversas intrusivas de outros falantes em locais públicos. O objetivo do projeto é discutir implicações sociais da telefonia móvel no espaço urbano.

Para saber mais sobre o MOBILEFEST 2009: http://www.mobilefest.org. Neste ano, o evento conta com um recorde em número de pesquisadores, teóricos, especialistas e artistas participantes, todos discutindo questões em torno de possibilidades, práticas e perspectivas no uso de dispositivos móveis.

 

 

 

 

Captas: Vídeo Experimento #1

18 Outubro 2009 | Eu!, arte crítica, projetos | 1 Comentário

Trata-se do vídeo do primeiro experimento do trabalho CAPTAS de Fabio FON e Soraya Braz. CAPTAS estará presente na exposição “Instinto Computacional” que acontece de 23 de outubro a 3 de novembro de 2009 no Museu Nacional da República em Brasília, DF.

Performance realizada em setembro de 2009 no Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com a colaboração de Leandro Garcia.

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Personal Space Protection: estratégia de convívio e proteção

5 Outubro 2009 | artes visuais, arte crítica | Sem Comentários! Participe!

A artista plástica Vivian Puxian já teve problemas ao lidar com pessoas e seus espaços em uma grande cidade como São Paulo. Certa vez, morando a alguns metros de um edifício em construção, resolveu educadamente indagar aos engenheiros o motivo do barulho ensurdecedor que a impedia descansar em seu apartamento logo em frente. Em uma cidade às vezes tão hostil como São Paulo, não é de se surpreender que ela fosse imediatamente agredida com palavras e ameaçada. Com medo, por várias semanas, Vivian passa a sair de casa sempre disfarçada – um chapéu, óculos escuros e outras coisas que a façam passar despercebida na própria rua onde mora.  Em outra situação, ao se recuperar de um acidente automobilístico e ter o seu nariz machucado, a artista observa o quanto as pessoas tendem naturalmente a colidi-lo: as bolsas no metrô lotado, os braços dos passageiros ao atravessar o interior dos ônibus. Ainda em outra situação, Vivian está em um ônibus aguardando a sua parada de destino até o momento em que o cobrador do coletivo distraidamente joga em cima de seus pés uma rampa mecânica para deficientes. Teve que ser levada ao médico imediatamente. Situações de risco e conflito como estas, parecem por a prova qualquer estratégia de convívio no espaço comum. Eis que a artista, então, elaborará sua própria tática.

O crítico francês Nicolas Bourriaud pontua o surgimento de poéticas que se valem dos interstícios sociais, chamando este tipo de manifestação – cada vez mais presente a partir dos anos 90 – de arte relacional. Bourriaud nos direcionará para pensar que os artistas tratarão as relações sociais vigentes enquanto protagonistas de seus discursos, nos mais diferentes contextos em que se direcionem. Há vários trabalhos exemplares neste sentido. Um exemplo bem implicado com o urbano está em Gabriel Orozco conhecido por um curioso carro apresentado na XXIV Bienal de São Paulo em 1998, o chamado La D.S. (1993). O carro (um “recorte” em um famoso modelo da Citröen), onde só cabe uma só pessoa, é a síntese da individualidade das grandes cidades. E claro, uma crítica evidente ao automóvel enquanto veículo assumidamente anti-social, como uma bolha que nos protege de qualquer contato com outros indivíduos. O trabalho de Orozco encapsula um modelo social vigente, criando um veículo-conceito resultante desta condição. O que deveria ser um carro ideal nos parece – com alguma consciência – ser o exagero.

No universo das relações humanas vale citar também Edward Hall, teórico do uso dos espaços informais criados pelo homem em suas relações sociais. Ele definiu o que chama de zonas “proxêmicas”: espaço íntimo, para abraços e sussurros (algo em torno de 15cm a 46cm); pessoal, para conversas entre bons amigos (0,5m a 1,2m); social, para conversas entre pessoas (1,2m a 3,6m); e público, para discursos (3,6m ou mais). Hall nos faz pensar em nossa relação com o outro em espaços públicos: essas zonas de relações são fundamentalmente culturais, sendo que há contextos em que somos obrigados a ceder o nosso espaço pessoal mais confortável: no metrô, nas tumultuadas ruas das metrópoles, no elevador. Mas, e se resolvêssemos não ceder, mantendo o conforto da distância segura?

Eis que surge Vivian com uma tática muito pessoal: a artista cria uma espécie de objeto circular metálico vestível – como uma roda em que a pessoa é o eixo – que circunda aquele que o veste. Inicialmente o chama de “pára-choque humano”, mas encontra o definitivo nome de Personal Space Protection. Nada mais absoluto em sua concepção, remetendo aos nomes de produtos mirabolantes anunciados em programas de televendas. Vivian, então, resolve fazer seus primeiros passeios com o seu PSP em São Paulo. Ao andar pela Avenida Paulista, recebe inúmeros olhares atônitos, mas nenhum esbarrão abrupto. Parece que seu espaço pessoal foi assegurado e andar nas ruas tornou-se muito mais seguro!
Porém, ainda era preciso um desafio maior. A artista resolve embarcar para Nova York, levando na bagagem seu Personal Space Protection. É importante que se diga esta foi uma ótima escolha de Vivian: o seu produto pode representar um novo patamar no American Way of Life, quando se assume um desejo reprimido da distância segura dos estranhos que nos circunda, também em nível pessoal. Assim, seu sucesso tem sido representativo, com matérias em diversos jornais norte-americanos, entrevistas a canais de televisão e rádio, além, é claro, de diversas referências na Internet. Sua permanência nos Estados Unidos tem rendido muitas inserções na web, contando com mais de uma centena de referências na rede. Vivian tende a se tornar uma espécie de celebridade dos espaços urbanos. Nos sites repositórios de vídeos da web há inúmeros vídeos que apresentam o PSP em diferentes circunstâncias e com os mais diversos públicos: no parque, na balada, na rua, na praia, sejam crianças, idosos, jovens, adultos ou a própria artista. E, claro, contra a recente epidemia de gripe suína, nada melhor do que o Personal Space Protection.

Mas, ainda que aparente, a discussão não se fecha na idéia de criar uma bolha que nos distancie do mundo, como seria sugerido no carro de Orozco. A discussão é mais complexa já que a artista defende que não criou simplesmente uma bolha e sim um protetor: “eu posso abraçar, beijar, me relacionar com todos que me cercam” e curiosamente, o PSP muito mais atrai pessoas – pela curiosidade – do que exatamente as repele. Voltando-se aos modelos instaurados em nossa sociedade, o PSP é emblemático do nosso desejo de relação com outro, revestido pelo medo.

Acompanhe o blog da artista: http://personalspaceprotection.blogspot.com .

Fábio Oliveira Nunes

 

 

Arquivos do ciclo TECNOSEXTAS

26 Setembro 2009 | eventos | Sem Comentários! Participe!

Estão disponíveis trechos das palestras do ciclo TECNOSEXTAS, realizado no Departamento de Artes da UFRN.

Palestra 1: Prof. Dr. Antonio Pereira - Neurociência e arte
Palestra 2: Prof. Dr. Lauro Kozovitz - Gamedesign
Palestra 3: Prof. Dr. Edgar Franco - HQtrônicas e universos ficcionais

http://www.ustream.tv/channel/tecnosextas